FICHA TÉCNICA

ARQUITETURA:
MARCO SUASSUNA - AUTOR
ABEL TAIGUARA - COLABORADOR
BÁRBARA MEURER - COLABORADOR
SÁVIO VALE - COLABORADOR
LÚCIO ISMAEL - COLABORADOR

ANO DO PROJETO:
AGO 2017

ESTUDO DE QUADRA HÍBRIDA NOS BANCÁRIOS - JOÃO PESSOA -PB
ALTERNATIVA À VERTICALIZAÇÃO SEM PLANEJAMENTO


PROBLEMÁTICA

O bairro dos Bancários vem sendo transformado nos últimos 10 anos pela verticalização sem planejamento e pelo uso habitacional multifamiliar restrito, com evidentes sintomas no espaço urbano. As casas térreas estão sendo demolidas e substituídas por prédios de dois pavimentos nos lotes 12X30m. No entanto, essas mudanças não contribuem para a qualidade de vida coletiva no bairro, pois prioriza a escala privada e os investidores do capital imobiliário que lucram com os altos preços dos imóveis sem regulação do poder público. Com uso apenas habitacional na maioria das quadras, as demandas cotidianas dos moradores em termos de provisão de comércios e serviços não são atendidas. Desta forma, é preciso depender do automóvel ou caminhar longas distâncias para fazer compras e acessos aos serviços básicos na principal Avenida do Bairro Emp. João Rodrigues Alves. Tanto as tipologias de casas quanto de edifícios multifamiliares adotam os muros que separam fisicamente o público do privado. Como consequência, calçadas desertas com pouco movimento de pedestres causam sensação de insegurança em toda quadra e entorno imediato.

PROPOSTA

A quadra aberta híbrida se mostra como uma alternativa ao habitar da quadra fechada, na medida em que promovem espaços de convivência mais democráticos, fachadas ativas no térreo, uso misto (residencial e comercial) para aproveitar a ocupação do solo, que juntos contribuem para a fruição urbana nos bairros. Na prática, para auxiliar também na efervescência da economia local, os térreos podem ter farmácias, padarias, mercadinhos, livrarias, cafés, bares, lanchonetes, restaurantes, correios, bancos eletrônicos, lojas de roupas, salão de beleza, chaveiros, bancas de revistas e demais usos conforme necessidade e vocação para cada caso. Para termos cidades mais humanas, é preciso ter bairros mais atraentes e seguros. Deste modo, o combate à sensação de insegurança perpassa, inclusive, por um redesenho da quadra, da sua oferta de usos aos moradores, repercutindo na movimentação de pessoas e na animação urbana dos espaços públicos, interferindo, portanto, na sensação de segurança tão almejada nos dias de hoje.