FICHA TÉCNICA

ARQUITETURA:
Autor
MARCO SUASSUNA
Colaboradores
ALEXANDRE SUASSUNA
ERICO ACTIUM
DANILO PAIVA
DAVI LUCENA
GUILHERME GURJÃO
KARINA MENDES
JACKELINE SILVA
JAN FURTADO

ANO DO PROJETO:
2010

ÁREA DO TERRENO:
8,7 hectares

LOCALIZAÇÃO
Bairro das Indústrias - João Pessoa - PB – Brasil
ANAÍDE BEIRIZ - JOÃO PESSOA - PB

REFLEXÃO ESPACIAL COMPARATIVA E PROPOSITIVA EM HABITAÇÃO DE INTERESSE SOCIAL: O CASO DO EMPREENDIMENTO ANAÍDE BEIRIZ EM JOÃO PESSOA-PB

Desde o lançamento do Programa Minha Casa, Minha Vida, em 2009, grandes conjuntos habitacionais estão sendo edificados em regiões periféricas, distantes das áreas centrais e com baixa qualidade urbanística e arquitetônica em várias cidades brasileiras, a exemplo da capital paraibana. Neste contexto, o presente trabalho discorre sobre um estudo de caso em torno de um problema nacional que é a falta de valorização da prática projetual no âmbito da habitação de interesse social. Apresenta uma reflexão comparativa e propositiva no mesmo terreno do empreendimento Anaíde Beiriz, zona oeste do município, a fim de evidenciar as discrepâncias entre o caso real, ora em construção, e o hipotético

O partido urbanístico arquitetônico proposto: entre a cidade modernista, a tradicional e a contemporânea

O estudo faz parte de uma seqüência de investigações que o autor vem desenvolvendo na capital paraibana, reconhecendo na historiografia moderna aspectos positivos em conjuntos habitacionais que ainda são válidos em ações hodiernas. Influências de casos correlatos na atualidade também serviram para a concepção projetual hipotética. Portanto, o partido reúne valores do urbanismo moderno, tradicional e contemporâneo. Dos conceitos modernistas prevalecem a implantação laminar ou pavilhonar dos edifícios, as áreas verdes intercaladas com o uso residencial, mas nega-se o monofuncionalismo, a separação estrita das funções e a supervalorização do automóvel ditando o desenho urbano. Da cidade tradicional incorpora-se a valorização da rua, sobretudo das calçadas, do uso comercial no térreo e a redução das distâncias. Da contemporaneidade evidencia-se a polifuncionalidade, a diversidade tipológica e compositiva e a interatividade entre os espaços públicos e privados. As quadras de usos resultantes do desenho urbano foram apenas 05, a metade da situação em construção, cujo parcelamento do solo dividiu as quadras em 10.
Outras prerrogativas projetuais definidas na proposta foram:
a) respeito à escala do pedestre;
b) definição morfológica da quadra aberta;
c) integração com o entorno;
d) mistura equilibrada de usos;
e) elementos indutores das relações de vizinhança;
f) descentralização das áreas de lazer e estar;
g) otimização do solo a partir da verticalização e
h) dinâmica volumétrica a partir da combinação de diferentes tipologias arquitetônicas.