FICHA TÉCNICA

ARQUITETURA:
MARCO SUASSUNA

ANO DO PROJETO:
ABR 2012

ÁREA DE CONSTRUÇÃO:
1068,13 m²

IMAGENS ELETRÔNICAS:
DAVI LUCENA
MARIANA CALDAS
PALOMA TECIDOS JOÃO PESSOA - PB

MEMORIAL EXPLICATIVO

O lote (lacuna) na está situado na Rua Eurípedes Tavares, lote 430, Bairro do Centro de João Pessoa-PB, inserido na Área de Preservação de Entorno segundo o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba – IPHAEP. Desta forma algumas restrições foram consideradas na concepção arquitetônica enquanto interpretação pertinente da legislação atuante: que a inserção da edificação abordada apesar de não estar na Área de Preservação Rigorosa-APR, deve ser pensada de modo que não comprometa a ambiência urbana do lugar e nem a própria história evolutiva dos fatos urbanos a partir da arquitetura e dos usos contemporâneos. Para a isso foi levado em consideração a utilização de materiais que não destoem danosamente da paisagem existente, inclusive no emprego semelhante da coberta que mantem o mesmo tom cromático em relação as edificações vizinhas, ou seja, respeito ao conceito da quinta fachada. Em relação aos parâmetros urbanísticos de uso, taxa de ocupação, índice de aproveitamento e recuos, o edifício em abordagem seguiu o Código de Urbanismo Municipal visto que, mesmo sabendo que as atribuições de salvaguarda da paisagem e da ambiência urbana nesta área competem ao IPHAEP, foi verificado que não há nenhuma edificação de conservação e de valor arquitetônico, histórico e cultural que servisse de referência.

Ainda em respeito a legislação municipal de uso e ocupação do solo foi recuado 5.35m na parte posterior do terreno para atingir 69% de taxa de ocupação, atendendo assim ao exigido (no Código de Urbanismo o máximo da taxa de ocupação é de 70%).

Sendo assim, a obra a ser construída visa respeitar tais condicionantes legais, condizente também com a possibilidade de utilização dos espaços internos compatível com as atividades de um edifício comercial que priorize questões funcionais, ergonômicas, e de conforto ambiental. Em função da necessidade especifica de uso da própria dinâmica urbana atual, os edifícios comerciais adquirem características físicas, funcionais e compositivas próprias. Para este caso, a volumetria prioriza a utilização de linhas retas, volumes prismáticos, resultando assim em uma composição arquitetônica livre de adornos e detalhes que possam comprometer a identidade arquitetônica e o impacto nocivo a paisagem no qual o mesmo está inserido. Não foi respeitada também nenhuma linha compositiva das edificações do entorno por considerar que não existe nenhum prédio de valor arquitetônico relevante ao ponto de influenciar na concepção volumétrica do edifício em questão.